Sobre a psicoterapia existencial

A terapia existencial possibilita o encontro de novos caminhos para a vida

A psicoterapia existencial é um procedimento que colabora para compreender melhor a nós mesmos, entendendo nossos sentimentos e pensamentos, de modo a encontrar novos meios de lidar e reagir perante as nossas dificuldades.

Sua prática amplia a percepção sobre nós mesmos, nossas potencialidades existenciais de modo a nos tornar autores de nossa própria história.

A terapia acontece por meio de um diálogo aberto com o terapeuta, que incentiva nossa autopercepção e valoriza nossa liberdade de ser, para encontrar novos meios para lidar com suas dificuldades e ir em direção do que nos faz sentir bem.

O papel do terapeuta não é dizer o que uma pessoa deve fazer, mas colaborar para ela possa perceber melhor o que está fazendo de sua vida e o que pode fazer dela, estimulando sua autonomia e liberdade de escolha.

A terapia existencial utiliza como referencial  teórico o existencialismo, corrente filosófica que se foca na análise do ser humano em seus aspectos concreto, singular e afetivo, valorizando a liberdade de ser e escolher.

Diferente das terapias que elaboram um diagnóstico da pessoa segundo sua “doença” para ajustá-la a um modelo de “normalidade”, a psicoterapia existencial valoriza cada pessoa em seu modo de ser singular, potencializando sua existência e desenvolvendo autonomia para escolher a sua própria vida.

O foco desta terapia não é uma “doença” e seu “tratamento”, mas compreender os diferentes modos de ser e de se relacionar da pessoa atendida: como se sente sendo quem é e como se relaciona consigo e com os outros, afim de promover seu autoconhecimento e realização pessoal, possibilitando escolhas mais favoráveis.

Não é o terapeuta que direciona a pessoa atendida para um caminho específico, mas a própria pessoa, em sua liberdade de ser e de expressar o que sente e quer, que vai encontrando e apresentando seu caminho. É a pessoa que percebe o que é importante para si e o que não é, o que lhe faz bem e o que não faz.



Por Bruno Carrasco, psicoterapeuta existencial.
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