O que é Psicologia?



Psicologia é um termo formado pela junção de duas palavras gregas "psyché", que significa alma, mente, emoções ou espírito, e "logos", que significa estudo, análise ou razão. Psicologia seria, portanto, o "estudo da alma", ou a "análise das emoções", ou a busca do entendimento do indivíduo, do funcionamento de sua mente, do que é interno e subjetivo.

A psicologia estuda diversos aspectos do ser humano, entre eles: os comportamentos, os pensamentos, as emoções, o desenvolvimento, a percepção, as sensações, as relações entre as pessoas, a interpretação, entre outros temas.

Existem diversas abordagens de estudo da psicologia, pois há diversas maneiras para se compreender o ser humano. Cada abordagem entende o ser humano de uma maneira específica, segue com buscas, concepções e valores específicos.

Entre as abordagens, há três principais linhas que constituem a maioria das abordagens terapêuticas: a comportamental, que estuda os comportamentos observáveis; a psicanálise, que avalia nossos desejos e traumas inconscientes; e a humanista e existencial, que valoriza a nossa autopercepção e autonomia.

A psicologia tem como objetivo o entendimento das pessoas, com o intuito de melhorar sua qualidade de vida. A função do psicólogo é colaborar para a saúde mental e emocional de um ou mais indivíduos, promovendo uma melhoria em seu modo de viver consigo mesmo e com os outros.


Psicanálise


A Psicanálise é uma das teorias mais conhecidas da psicologia, criada pelo médico neurologista alemão Sigmund Freud (1856-1939), tem como foco analisar as questões inconscientes da pessoa atendida.

O inconsciente é considerado tudo aquilo que sentimos, pensamos e desejamos que não temos muita consciência. Seria um local onde não temos acesso, que guarda nossos traumas passados e nossos desejos reprimidos. A terapia psicanalítica acontece por meio do diálogo, é muito útil para quem busca entender melhor seus traumas antigos e conhecer melhor seu funcionamento inconsciente.

O psicanalista trabalha com a associação livre de ideias, escuta a pessoa e busca associar sua fala com seus conteúdos inconscientes, revelando aos poucos seu aparelho inconsciente, suas defesas, traumas e impulsos.

Na abordagem psicanalítica, a psicoterapia pode ser realizada com o paciente deitado num divã (ou não), onde ele comenta livremente e sem restrições sobre suas aflições, desejos, traumas, fantasias, sonhos, etc. Mas também pode acontecer num sofá ou poltronas. A terapia promove a vivência do conteúdo inconsciente, de modo a resolver questões que estavam em aberto, traumas e desejos reprimidos.


Psicologia Comportamental


O comportamentalismo, ou behaviorismo, é a abordagem da psicologia mais científica, pois trata diretamente com os comportamentos observáveis, que podem ser medidos e classificados. Foi iniciado pelo estudo sobre o condicionamento animal, pelo fisiologista russo Ivan Pavlov (1849-1936), e desenvolvido pelos psicólogos estado-unidenses John Watson (1878-1958) e F. B. Skinner (1904-1990).

A Terapia Comportamental tem como foco o alívio dos sintomas, sofrimentos e comportamentos desagradáveis e obtenção de resultados em curto prazo. Pode ser indicada para situações de sofrimento intenso, como também em fobias, pânico e compulsões agudas.


Psicoterapia Existencial


O existencialismo é um conjunto de reflexões filosóficas e literárias sobre a existência e a condição humana, em seu aspecto concreto e singular. Concreto, no sentido de se opor a teorias abstratas e idealizações, e singular por valorizar a pessoa em seu modo de ser particular. Seus principais valores são a liberdade de escolha, o reconhecimento das emoções e o respeito às diferenças.

Entende que somos livres para fazer escolhas e responsáveis pelas  escolhas que fazemos, que estamos em constante transformação, que somos resultado das condições que estamos inseridos porém também escolhemos a vida que levamos.

A psicoterapia existencial é uma abordagem terapêutica com foco na existência e em sua relação com as pessoas, os espaços e consigo mesma. Trata-se de um enfoque mais filosófico que científico, compreende que cada indivíduo é singular e livre para escolher como viver sua vida, e que não há uma receita de como devemos viver a vida.

Os problemas, as crises e os paradoxos fazem parte da vida, e surgem do simples fato de viver. O objetivo desta terapia não é evitar os conflitos, mas auxiliar a pessoa a lidar com suas dificuldades de maneira mais saudável e autêntica, encontrando novas maneiras de lidar com seus sentimentos.


Mas, qual a melhor?


Diante de tantas abordagens e linhas teóricas, pode surgir a dúvida sobre qual a melhor. Na realidade não há como dizer que uma é melhor que outra, pois cada uma trabalha de uma maneira, parte de uma concepção de ser humano. Talvez seja interessante pensar qual será melhor para tal pessoa, ou para um certo momento da vida de uma pessoa.

Além disso, não é somente a abordagem teórica que conduz a um bom desenvolvimento da pessoa, mas a disposição da própria pessoa para estar em terapia e o modo de atuar do terapeuta com relação à pessoa.

As pessoas não são iguais entre si, cada pessoa possui uma maneira de encarar a vida e buscar se desenvolver. Do mesmo modo, existem diferentes teorias para a compreensão do ser humano e de sua relação com seus sentimentos, pensamentos e ações. Cada teoria possui uma maneira peculiar de conceber as pessoas e de como trabalhar com suas necessidades.

Para escolher um terapeuta, é importante conhecer sua e se identificar com a abordagem teórica e com a maneira de conduzir o processo terapêutico. É uma escolha muito pessoal, portanto é preciso que a pessoa se sinta bem com a maneira como cada um trabalha.



Por Bruno Carrasco, psicoterapeuta existencial.

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